quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Ela é assim
Todos os dias, ao se levantar, ela vai até a janela, olha e enxerga o além. Num sopro deixa pra trás a angústia matinal que a tenha atormentando de alguma forma. E desce as escadas pra se largar ao chá e ao pão matinal, às vezes, um pão fresco, de outras um pão amanhecido, que ela enfeita pra ficar bom.
Em seguida a dádiva do banho, pra desfazer os resquícios da madrugada. Ela se volta ao espelho e repete frases soltas. Respira fundo e solta o ar iluminando o mundo, agradecendo a vida.
--Solange Mazzeto
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