sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Contraste
A sombra da árvore contrastando com as vermelhas luzes dos carros, e tudo parecia irreal, um vento suave soprava perpassando por mim, sensações conhecidas, quase febris.
Enquanto caminhava vi um casal adolescente, os dois banhados em luz, as pupilas lúcidas com o brilho suave que tem um casal apaixonado. Figuravam pela avenida, submersos nos versos que só mãos dadas sabem escutar.
Parei um instante com meus pensamentos e sorri internamente relembrando meu primeiro amor, a secura na boca, o coração disparado, os olhos vertendo ansiedade diante do primeiro romance, a cabeça flutuando de como seria beijar na boca...
E bailou por mim todas as fases de uniões que tive, perfilaram meus amores, meus amantes, meus namorados, uma fila nem tão grande, mas significativa.
E vi o quanto é difícil à aceitação de hoje estar solteira, sou mãe, casei, nunca serei solteira novamente, não tem como, a ingenuidade do primeiro contato de lábios, a primeira emoção de laços inquebráveis não existe mais em mim.
Não me sinto triste com isso, mas também não me sinto alegre. E a vida segue.
-Texto - Solange Mazzeto
Imagem: desconheço a autoria
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