E o sujeito era belo, um outono parido, cheio de reentrâncias.
Ele imperava o sentido do mistério e derramava ouro líquido das pestanas.
De sua boca exalava sapiência.
Formoso, sem alarde, cordial, parecia tecido na lamparina. Um catavento sem cor, e quando ‘soprado’ exalava âmbar.
--Solange Mazzeto
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